sábado, 24 de março de 2012

Operação Babaçu

Encontro de avaliação da Operação  Babaçu



No final da tarde da última quinta-feira (22) foi realizada  reunião de avaliação com os rondonistas que participaram da Operação Babaçu do Projeto Rondon nos meses de janeiro e fevereiro de 2012. O momento foi marcado pela descontração entre os participantes que relembraram momentos vivenciados na cidade de Aguiarnópolis (TO) entre os dias 22 de janeiro e 05 de fevereiro.


Antes do início da conversa, pelo Núcleo do Projeto Rondon da Unicruz Aline Cesar indicou o objetivo do encontro: recuperar algumas das informações relativas à Operação Babaçu e projetar adequações para as próximas edições em que a Universidade de Cruz Alta vai buscar participação.


Na avaliação da professora do curso de jornalismo Janaíne dos Santos, responsável pela coordenação desta operação pela Unicruz, a equipe de acadêmicos selecionada para participar da iniciativa do Ministério da Defesa foi muito responsável e cumpriu com afinco as atividades propostas: "O grupo demostrou maturidade e engajamento efetivo com a proposta, o que resultou no reconhecimento por parte da comunidade de Aguiarnópolis - especialmente por parte dos participantes dos cursos e oficinas".


Rondonistas relembram momentos da Operação Babaçu em Aguiarnópolis (TO)

Como as atividades do Projeto Rondon são realizadas em municípios com baixo índice de desenvolvimento humano (IDH), é de se esperar que algumas situações de dificuldade sejam encontradas — em Aguiarnópolis não foi diferente. Na avaliação geral do grupo esta situação pode ser verificada especialmente pelo assistencialismo que caracteriza boa parte das atividades promovidas pelo poder público municipal, onde o foco central não se volta à resolução das causas dos problemas, mas ao tratamento paliativo de suas consequências. Outra constatação que causou estranhamento ao grupo de rondonistas foi o modo como a gestão do município é operada, com casos de nepotismo sendo facilmente identificados. 


À parte as questões problemáticas identificadas pelos rondonistas da Unicruz, outros pontos muito positivos também foram indicados: da cordialidade das merendeiras do CRAS ao entrosamento com os participantes das oficinas, com destaque para o vínculo de identidade estabelecido com os moradores dos assentamentos do INCRA atendidos pelo grupo (Coco e Vitória).


Durante a reunião de quinta-feira, também houve momentos para recordar o importante papel desempenhado pelos "anjos" - militares que auxiliaram na organização das equipes tanto em São Luís quanto em Imperatriz (MA). O grupo de rondonistas da Unicruz deve, inclusive, enviar uma recordação da equipe para os mesmos.


Correspondência recebida do Ministério da Defesa em agradecimento à participação da  Unicruz na Operação Babaçu
Alguns dos rondonistas que participaram das atividades da Operação Babaçu devem seguir desenvolvendo atividades junto ao Núcleo do Projeto Rondon da Unicruz, outros no entanto, em decorrência de compromissos pessoais ou profissionais terão de encerrar sua participação. Mesmo com as "baixas" - entendidas como um processo normal - certamente o vínculo de amizade e companheirismo estabelecido entre os participantes da Operação Babaçu terá continuidade!

Nenhum comentário:

Postar um comentário