sábado, 18 de janeiro de 2014

Grupo do Rondon Unicruz rumo a Murici dos Portelas: primeiras sensações rondonistas





Equipe de Rondonistas da Unicruz em frente ao palácio do governo em Teresina
O tempo urge, bem como o sono e o dever de acordar cedo no 25º Batalhão de Caçadores em Teresina (aceita-se também a grafia “Theresina”, ao que parece), no Piauí (em tempo: Luiz Gonzaga, o rei do baião, serviu nesse batalhão). Assim, nada resume melhor a nossa sensação dos primeiros dias em terras nordestinas do que a pergunta que o colega Giliardi Zanatta me fez no descolamento do aeroporto ao quartel. Assim disse ele, nesses termos:
- Cara, tu já parou para pensar onde que a gente está?
Realmente, uma das maiores forças do Projeto Rondon está em mobilizar professores e alunos de um extremo a outro do Brasil na missão mais nobre possível: formar jovens cidadãos comprometidos com o desenvolvimento social do lugar onde vivemos. O mais interessante é que o projeto nos mostra que o que chamamos de “lugar onde vivemos”, na verdade é uma gigantesca nação de quase 200 milhões de habitantes, única em sua diversidade cultural, geográfica, climática (foram os 30 graus mais quentes que sentimos em Teresina) e principalmente humana.
Desde o aeroporto Salgado Filho, algumas pessoas mais velhas nos paravam para perguntar: “Para onde vocês vão? Ah, quando era jovem também participei do Rondon”, dizia uma simpática senhora natural de Fortaleza, Ceará, ainda em Porto Alegre. Na sala de embarque, outro senhor: “Participei do Projeto Rondon nos anos 70”. Ouvir essas pessoas nos desejando boa sorte e empolgadas com nossa partida nos deixou com o sentimento de que partíamos rumo a algo que mudará nossas vidas para sempre. É possível sentir um forte simbolismo em torno do Rondon, em todas as atividades que participamos até agora.
Sentir. Esse é o verbo que impera no nosso primeiro contato com a “nação Rondon”. A sensação é de que os sotaques mais distintos dos rondonistas reunidos no 25º BC são como uma música nunca antes tocada. O sentimento de dever nos envolve quando ouvimos a banda de música tocar os dobrados e assistimos ao desfile militar. Sentimos o calor literal, atenuado pelo calor humano do povo teresinense: nada melhor do que, em terras desconhecidas, alguém que nunca vimos nos parar, olhar nos nossos olhos e dizer: “sejam bem-vindos ao nosso estado”. 
Com os colegas de operação, mineiros da UFMG

Teresina nos acolheu muito bem, durante esses dois dias de estada na cidade. A “tour” pelos principais pontos da capital: parque Nova Potycabana, encontro entre os rios Parnaíba e Poti, Palácio do Governo do Estado e no mirante da Ponte Estaiada. O deslocamento para o município de Murici dos Portelas, no norte do estado, é amanhã. Esperamos retribuir as boas vindas teresinenses com muito trabalho, dedicação às atividades e ouvidos e olhos atentos para aprender com as pessoas que vamos conhecer por lá. O Piauí é nossa casa por duas semanas e já amamos como se fosse a nossa, lá na velha Cruz Alta.
“Não nos pergunte do que somos capazes. Dê-nos a missão” – lema pintado na parede do 25º BC.
Davi S. Pereira – acadêmico de Jornalismo e Rondonista



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