A equipe do Núcleo do Projeto Rondon da Universidade de Cruz Alta continua em plena atividade na Operação Catopê, em Capitão Enéias (MG). De sexta da semana passada (25) até segunda-feira, a equipe de rondonistas iniciou uma série de ações em comunidades localizadas no interior do município de Capitão Enéas. As comunidades visitadas foram Santana da Serra, Orion, Virgilândia e Caçarema.
No interior, as dificuldades enfrentadas pela população, como a falta de água, de oportunidades para os jovens de acesso aos serviços de saúde e educação ficaram ainda mais evidentes para os rondonistas das duas universidades. Outro aspecto que chamou a atenção de todos foi a carência da população, que vai muito além das necessidades básicas. Durante as atividades, os rondonistas eram acompanhados por grupos de crianças.
No interior, as dificuldades enfrentadas pela população, como a falta de água, de oportunidades para os jovens de acesso aos serviços de saúde e educação ficaram ainda mais evidentes para os rondonistas das duas universidades. Outro aspecto que chamou a atenção de todos foi a carência da população, que vai muito além das necessidades básicas. Durante as atividades, os rondonistas eram acompanhados por grupos de crianças.
Nas oficinas, muitos moradores emocionaram-se com temas como a saúde do homem e da mulher, a violência contra a mulher e o direito do trabalho. A construção de jogos também foi destaque entre os educadores das comunidades. A rondonista Amanda Spring, acadêmica da Biomedicina, relata o sentimento da equipe: “Estar aqui no norte de Minas Gerais, no sertão, e poder trazer um pouco mais de conhecimento e informação pra população deste local é muito gratificante. Mais gratificante ainda é poder ver o brilho nos olhos de cada um ao ver que alguém se preocupa com eles e que eles têm a chance de poder mudar de vida”.
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| Ministro do STFM, José Barroso (centro), em visita aos rondonistas em Capitão Enéas |
Na terça-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Militar, José Barroso, visitou o município de Capitão Enéas para observar as condições dos rondonistas e o andamento das atividades. Na oportunidade, ele tomou um café e conversou com as equipes. As atividades da Operação Catopê seguem até sábado.
Depoimento da rondonista Amanda Spring (Biomedicina):
Às vezes ver a realidade de um determinado local apenas pela televisão comove, mas vive-la e poder sentir na pele o sofrimento de uma comunidade traz muito mais que isso, é uma lição de vida. Estar aqui no norte de Minas Gerais, no sertão, e poder trazer um pouco mais de conhecimento e informação pra população deste local é muito gratificante. Mais gratificante ainda, é poder ver o brilho nos olhos de cada um ao ver que alguém se preocupa com eles e que eles têm a chance de poder mudar de vida. A vida aqui para esta população não é nada fácil. A seca acomete grande parte dos municípios e dessa maneira a população sofre muito com a falta de água, algumas vezes com a falta de comida. A poeira está em todo lugar, fazendo com que as pessoas sofram muito com doenças respiratórias. Além disso, as oportunidades de trabalho são escassas, sendo mais um motivo para o pouco desenvolvimento das comunidades. Viver o Rondon, com certeza está me tornando uma pessoa diferente. No Sul, as coisas são bem mais fáceis. Ver as crianças aqui implorando por uma atenção, um carinho, um colo, um prato de comida, mostra como devemos ser gratos por tudo que temos. Pelo simples fato de poder acordar em uma cama quentinha, com um copo de café na mesa e um pão. Ou por poder lavar o rosto com a água que chega até nossas casas. Ao final de algumas oficinas, a população fica tão feliz em ver que ainda a chances de mudar essa realidade, que elas vêm agradecer e dar um abraço apertado. E com certeza eu levarei isso por onde eu for. Jamais esquecerei tudo que vivi aqui. O Projeto Rondon é uma grande oportunidade de ensinar e também aprender. Realmente é uma grande lição de vida e cidadania.



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